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O Brasil é o quinto maior mercado de computadores do mundo, com quase 11 milhões de máquinas vendidas em 2007. Até o fim desta década, deve chegar à terceira posição. Para as fabricantes de PCs, a maré está subindo como nunca - e outros barcos menores também estão se levantando. A produtora de placas-mãe DIGITRON é uma das beneficiadas pela crescente legalização dos computadores vendidos no país.
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Criada em 1986 pelo engenheiro Sung Un Song — sul-coreano de nascimento, mas naturalizado brasileiro —, a DIGITRON não conseguia fazer seu faturamento passar de 90 milhões de reais cinco anos atrás, sufocada pelas placas que entravam ilegalmente no Brasil. No ano passado, com a aceleração das vendas de PCs, a empresa chegou aos 360 milhões de reais de receita e conquistou uma condição invejada por muitos: é a única empresa no mundo licenciada para produzir placas-mãe com a marca INTEL. |
A DIGITRON de hoje em quase nada lembra a tímida empresa do início da década. Sua nova fábrica, em Manaus, é uma das mais modernas do mundo entre suas concorrentes: são 14 000 metros quadrados e capacidade de produção de 1 milhão de placas por mês. Estima-se que o investimento conjunto com a INTEL tenha chegado a 12 milhões de dólares, dos quais 10 milhões foram destinados à montagem da linha de produção e outros 2 milhões a ajustes nos equipamentos da DIGITRON. Uma das características mais marcantes da produção de alta tecnologia é o monitoramento da qualidade das placas. Cada uma recebe um selo e um número e pode ser acompanhada via internet, em tempo real, pelo time da INTEL nos Estados Unidos. Assim, é possível saber onde está cada placa, em qual etapa de fabricação ou se apresentou defeito.
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